Presidente do BC diz que vai adotar mudanças para evitar crimes usando o PIX

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira, 27, que medidas serão adotadas para tornar o PIX, sistema bancário de transferência instantânea, mais seguro para o clientes. Ultimamente, criminosos têm obrigado vítimas a transferir dinheiro para conta de terceiros por meio da ferramenta. Em São Paulo, prática já foi relacionada até a sequestros-relâmpagos. “A gente vê mais recentemente, na mídia, uma associação do PIX com a criminalidade. A gente olha e está olhando isso com cuidado”, assegurou Campos Neto em evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Esfera.

O presidente do BC atribui esse aumento no número de sequestros-relâmpagos à maior circulação de pessoas em virtude do fim das medidas restritivas impostas pela pandemia, não ao PIX. “A gente vê que parte desse aumento está relacionado à mobilidade, ou seja, na verdade, apesar desse aumento recente [de sequestros-relâmpagos], ele ainda está um pouco abaixo do que era em 2019, quando nem existia PIX. Infelizmente, as pessoas voltam a esse mundo de serviço e, principalmente, dessa atividade mais noturna de trabalhos e restaurantes e a [o número de sequestros-relâmpagos] volta a crescer”, argumentou.

Para solucionar o problema, Campos Neto afirmou que o Banco Central já está elaborando estratégias para fustigar a prática de crimes associados à ferramenta. “Devemos anunciar, em breve, um conjunto de medidas para fazer com que o PIX ser mais seguro”, relatou. Entre as medidas, o presidente do BC citou uma possível limitação de horário da transação. Outras estratégias não foram detalhadas por Campos Neto, que ressaltou que o anúncio deverá acontecer “em breve”. “É muito importante passar a mensagem que iremos fazer tudo que for possível e imaginário para que o sistema seja o mais seguro possível”