Aumentar a quantidade de comida no prato parece, à primeira vista, a solução óbvia para quem quer ganhar massa muscular e não vê o ponteiro da balança se mover. Para Lucas Peralles, nutricionista esportivo na zona leste, em São Paulo, e fundador do Método LP, comer mais não garante um ganho de massa consistente, especialmente quando a estratégia não considera outros fatores envolvidos no processo.
Antes de aumentar ainda mais as porções, vale entender por que essa estratégia isolada raramente funciona e o que realmente diferencia um ganho de massa consistente de um esforço que não sai do lugar. Veja o que costuma faltar nesse processo.
Comer mais não é uma estratégia, é uma tentativa
Aumentar calorias sem critério tende a gerar dois cenários: ganho de gordura desproporcional ao ganho de músculo, ou um platô, porque o corpo não recebe o estímulo certo para converter aquele excedente em massa magra. Sem controle de qualidade calórica, distribuição de proteína ao longo do dia e alinhamento com o treino, comer mais vira apenas mais comida no prato, não necessariamente mais resultado no espelho.
Além disso, comer mais sem acompanhamento costuma significar comer mais do que já era habitual, e não necessariamente o que o corpo precisa naquele momento específico. Duas pessoas podem aumentar a mesma quantidade de calorias e ter respostas completamente diferentes, dependendo de treino, sono, histórico e rotina. É por isso que réplicas de cardápio entre amigos ou seguidas de perfis na internet raramente entregam o mesmo resultado para quem as aplica sem ajuste individual.
Sinais de que o problema está na estratégia, não no esforço
Alguns sinais indicam que a estratégia precisa ser revista: o aumento de comida já dura semanas sem qualquer mudança visível na composição corporal, quando o ganho de peso acontece de forma desproporcional, com mais gordura do que massa magra, ou quando o cansaço aumenta sem que o desempenho no treino melhore.
Esses sinais costumam indicar que falta ajuste técnico, não mais quantidade de comida no prato. Um acompanhamento nutricional individualizado avalia rotina, treino, sono e histórico antes de qualquer ajuste, o que evita repetir o mesmo erro por mais tempo e permite corrigir o que realmente está travando o resultado.

Muitas pessoas alternam entre períodos de dedicação total, comendo mais por algumas semanas, e períodos de abandono completo, o que impede o corpo de ter o estímulo constante necessário para o ganho de massa acontecer de forma perceptível ao longo dos meses. Um plano estruturado ajuda a manter esse estímulo de forma contínua, sem depender de picos isolados de motivação.
O erro mais comum: liberdade sem previsibilidade
Uma das falhas mais frequentes nessa fase é confundir mais liberdade alimentar com nenhuma regra. Quando o paciente ganha mais espaço no cardápio sem entender o motivo por trás disso, a tendência é que a frouxidão calórica vire frouxidão mental, e o processo perde direção rapidamente.
O ideal é aumento gradual, monitorado e conectado à evolução real de treino, sono e recuperação, e não um salto brusco na quantidade de comida. Ganhar massa muscular de forma sólida depende menos de picos de dedicação e mais de repetição: comer nos horários certos, distribuir proteína ao longo do dia e manter o treino alinhado com a alimentação, semana após semana.
Por que o ganho de massa exige estrutura, não volume?
Criado por Lucas Peralles, o Método LP integra nutrição, medicina, treino e estética para promover recomposição corporal de acordo com as necessidades de cada pessoa. No Método LP, a fase de ganho é tratada como um momento de maturidade comportamental, não apenas de superávit calórico. Esse processo é estruturado de forma individualizada, ajustando a estratégia nutricional à rotina de treino e acompanhando a evolução do paciente para favorecer o desenvolvimento de massa muscular.
Esse acompanhamento também considera fatores que costumam ser ignorados em tentativas por conta própria, como qualidade do sono, nível de estresse e consistência do treino ao longo das semanas. Esses aspectos influenciam a recuperação e a capacidade de adaptação ao treinamento, por isso também precisam ser considerados quando o objetivo é favorecer o ganho de massa muscular.
Lucas Peralles compartilha em seu Instagram conteúdos sobre ganho de massa muscular e recomposição corporal. Siga @nutriperalles para acompanhar mais.
