Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, conhece bem a diferença entre construir e entregar. Isso porque ele atua em um segmento em que cada decisão tomada antes da primeira estaca cravada determina se o projeto vai cumprir prazo, orçamento e função. Afinal, não existe meio-termo em obras de grande porte: ou o planejamento é sólido, ou os problemas aparecem na hora errada.
A demanda por infraestrutura industrial e logística no Brasil nunca foi tão alta. Diante disso, o crescimento do e-commerce, a reorganização das cadeias de suprimentos e a chegada de novos polos produtivos em regiões antes invisíveis no mapa da construção pesada exigem empresas capazes de operar em contextos complexos, com processos bem definidos e capacidade real de gestão.
O que torna um centro de distribuição realmente eficiente?
Construir um centro de distribuição hoje não é o mesmo que era há dez anos. Essa realidade se explica pelo fato de que a lógica do galpão simples cedeu lugar a projetos altamente especializados. Com isso, o operador logístico moderno precisa de estruturas que comportem automação, sistemas de movimentação vertical e infraestrutura de energia complementar.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim tem operado exatamente nessa fronteira, onde engenharia e logística se encontram. A André Guimarães Engenharia e Infraestrutura atua na construção de galpões logísticos que precisam responder a requisitos técnicos rigorosos: capacidade de carga no piso, altura livre para operações automatizadas, sistemas de combate a incêndio compatíveis com grandes volumes e docas dimensionadas para o fluxo real de caminhões. Cada um desses elementos, quando mal calculado na fase de projeto, gera retrabalho que corrói margem e prazo.
Por que a fase de projeto define o resultado final da obra?
Existe uma ilusão recorrente no setor: a de que a qualidade de uma obra se resolve na execução. Na prática, as decisões mais determinantes são tomadas antes de qualquer máquina entrar no terreno. Compatibilização de projetos, escolha de sistemas construtivos, análise de solo, estratégia de suprimentos. Tudo isso acontece na prancheta, e é nesse momento que os grandes erros nascem ou são prevenidos.

O custo de uma decisão equivocada no projeto pode se multiplicar por dez quando identificada durante a execução. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim compreende que o rigor técnico na fase de projeto não atrasa a obra. Mas evita as paradas que atrasam muito mais.
Energia solar e produtividade: os dois temas que dominam o setor
Energia solar fotovoltaica em indústrias e galpões deixou de ser opcional. Nesse cenário, o payback médio em instalações de médio e grande porte ficou entre três e seis anos, e certificações de sustentabilidade passaram a exigir atenção à matriz energética como critério de avaliação. Nesse sentido, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim enfatiza a importância de incorporar a energia renovável aos projetos desde o início, não como um complemento, mas como um componente essencial da solução.
No campo da produtividade, o uso de pré-fabricados em concreto e plataformas digitais de gestão alterou a lógica das obras. Diante disso, o gestor que depende de relatório semanal está sempre reagindo tarde. Por outro lado, as ferramentas disponíveis hoje permitem antecipação, e antecipar problemas em infraestrutura de grande porte é a diferença entre uma obra que entrega e uma que vira problema.
Infraestrutura que transforma territórios
Uma planta industrial erguida no interior gera empregos, atrai fornecedores e, em muitos casos, torna-se o maior empregador local por anos. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim tem atuado em projetos que carregam esse peso. A construção de um complexo logístico ou de uma usina de energia não é apenas um contrato a ser executado. Mas uma intervenção permanente em um território, com consequências que vão muito além do prazo de garantia da obra. A infraestrutura bem feita se torna parte da economia e da história do lugar onde foi construída.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

