Sistema Valores a Receber mostra que mais de 22 milhões de pessoas físicas têm dinheiro parado à espera de resgate; veja como consultar.
Muita gente guarda uma dúvida antiga sobre contas antigas, aplicações esquecidas ou consórcios encerrados há anos: será que ainda existe algum valor parado em nome delas em algum banco? Dados divulgados pelo Banco Central mostram que essa possibilidade é bem mais comum do que parece. Valores divulgados pelo Banco Central mostram que há mais de R$ 5,12 bilhões esquecidos em instituições financeiras brasileiras. Agora No Vale
Desse montante total, a maior parte pertence a pessoas físicas. Do total, R$ 3,76 bilhões pertencem a cerca de 22,66 milhões de pessoas físicas, e R$ 1,35 bilhão a 2 milhões de pessoas jurídicas, segundo o Sistema Valores a Receber. O número impressiona justamente pela escala: mais de 24 milhões de CPFs e CNPJs somados têm algum valor a receber sem que o titular tenha percebido. Agora No Vale
O que é o Sistema Valores a Receber
Criado pelo Banco Central, o SVR funciona como uma espécie de busca nacional por dinheiro esquecido. Segundo o Banco Central, dos mais de R$ 20,93 bilhões que estavam esquecidos em instituições financeiras como bancos e consórcios, R$ 15,81 bilhões já foram sacados. Isso significa que boa parte dos valores identificados desde a criação da ferramenta já retornou às mãos de seus donos, mas ainda resta uma fatia relevante sem ser reclamada. Grupoceres
O sistema permite que cidadãos e empresas consultem a existência de dinheiro esquecido em bancos, consórcios, financeiras, corretoras e outras instituições, sem exigir login na consulta inicial. Para verificar se há algo a receber, basta informar CPF e data de nascimento, no caso de pessoas físicas, ou CNPJ e data de abertura, no caso de empresas, inclusive quando a pessoa jurídica já foi encerrada. O Imparcial
Valores costumam ser pequenos, mas nem sempre
Uma característica chama atenção nos dados: a maioria dos valores esquecidos é de quantia baixa. Para cerca de 18,5 milhões de beneficiários, os valores esquecidos são de até R$ 10, o que corresponde a cerca de 70% do total, enquanto 4,96 milhões de usuários têm valores entre R$ 10,01 e R$ 100. Ainda assim, cerca de 3 milhões de brasileiros têm quantias acima desse patamar esquecidas em alguma instituição, o que pode representar valores relevantes para quem consultar. Diário do Comércio
O ritmo de resgates tem oscilado mês a mês. Em junho, os brasileiros sacaram R$ 340 milhões em valores esquecidos, número inferior aos R$ 427 milhões retirados em maio e aos R$ 483 milhões devolvidos em abril, o que sugere que uma parte considerável da população ainda não sabe da existência da ferramenta ou não chegou a consultar seu CPF no sistema.
Como recuperar o dinheiro
Caso existam valores disponíveis, o passo seguinte exige mais segurança que a consulta inicial: é preciso acessar o sistema usando uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas. A partir daí, o dinheiro pode ser recuperado diretamente com a instituição financeira responsável, pelo próprio Sistema Valores a Receber ou por outros canais indicados durante o processo de consulta.
Considerando que mais de R$ 5 bilhões seguem à espera de seus donos, vale reservar alguns minutos para conferir se há algo em seu nome. O procedimento é gratuito, não exige comparecimento presencial na maioria dos casos e pode representar um dinheiro extra bem-vindo em qualquer momento do ano.
Fontes: Diário do Comércio | O Imparcial | Monitor Mercantil
