Manaus suspende vacinação nesta quinta para ‘reformular’ campanha

A Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (SES-AM) anunciou na noite de quarta-feira, 20, que a vacinação em Manaus será suspensa por um dia para que o plano seja “reformulado”. A suspensão ocorre após polêmicas envolvendo o filho de um deputado do estado e netas gêmeas de um empresário de Manaus que “cortaram” a fila de vacinação na capital. Na quarta, 20, em fotos publicadas nas redes sociais, as irmãs Gabrielle Kirk Lins e Isabelle Kirk Lins, nomeadas, respectivamente, nos dias 18 e 19 de janeiro para cargos na Secretaria Municipal de Saúde, comemoram a imunização por estarem na linha de frente contra a Covid-19. Filhas de Giselle Lins, reitora da universidade Nilton Lins, que leva o nome do avô das irmãs, as duas se formaram durante a pandemia, foram efetivadas como “gerente de projetos” no município e passaram a trabalhar na Unidade Básica de Saúde (UBS) localizada no terreno do campus da universidade da família. A campanha de vacinação em Manaus será retomado na sexta-feira, 22.

Além da SES-AM e da Secretaria de Saúde de Manaus, participaram da reunião representantes das unidades de saúde, do Ministério Público Estadual, do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública Estadual, da Defensoria Pública da União e do Ministério Público do Trabalho. No encontro, que aconteceu na quarta, ficou decidida a suspensão temporária da campanha de vacinação contra a Covid-19 para os profissionais de saúde da capital. Segundo nota da SES-AM, a suspensão visa reformar a campanha nas unidades de saúde, “levando em consideração a quantidade insuficiente de doses de vacina disponibilizadas nessa primeira fase pelo Ministério da Saúde, que corresponde a 34% dos profissionais da área de Saúde no Estado”. Em reunião, ficou definido que será garantida a segunda dose para os profissionais que já foram vacinados.

Segundo o comunicado, nesta quinta-feira, 21, serão discutidos critérios que vão definir quais são os profissionais que terão prioridade para receber essas primeiras doses e quais as unidades de saúde prioritárias. A decisão será tomada pelo Comitê de Resposta Rápida de Enfrentamento da Covid-19. No encontro, os participantes chegaram ao consenso de que o profissional que está mais exposto ao coronavírus deverá ser vacinado primeiro. “A orientação é de que a prioridade deva ser dada aos profissionais das unidades de referência, de média e alta complexidade, que tenham contato direto com pacientes com Covid-19, levando em conta fatores como comorbidade e a idade”, explicou a nota. As unidades de saúde deverão enviar uma lista nominal dos profissionais, com o setor em que cada um trabalha, para que a secretaria possa reprogramar o calendário.