Marco Antonio Carbonari explica a diferença entre vinhos

Os termos usados nas rotulagem brasileira de vinhos podem causar muita confusão entre os consumidores, pelo conceito estar relacionado apenas ao gosto do vinho no paladar. Por isso, Marco Antonio Carbonari explica que é necessário que algumas características sejam levadas em conta, como o país de origem, porque essa legislação varia entre outros países. A classificação em seco, moderadamente seco e doce (ou suave) é baseada na quantidade de açúcar residual por litro de vinho. De acordo com a legislação brasileira, o vinho seco tem um teor máximo de açúcar de 4 gramas por litro; o vinho de 4,1 gramas por litro a 25 gramas por litro é semi-seco; caso contrário, o vinho pode ser considerado doce ou suave. Iremos, então, desmistificar alguns preconceitos em torno do assunto e ensinar as principais diferenças entre esses tipos de vinho.

  • Vinhos secos: A principal característica do vinho seco se encontra na quantidade de açúcar presente na bebida. É considerado seco quando apresenta uma concentração de glicose de até 4 gramas por litro. O interessante do vinho seco é que, por não apresentar altos teores de açúcar, o vinho seco é o melhor para a saúde. Esse tipo de vinho tem significativas concentrações de antioxidantes em sua composição.
  • Vinhos meio-secos: é uma alternativa para quem ainda tem dúvida sobre escolher entre o vinho seco e o vinho suave. O vinho meio-seco possui alto teor de açúcar residual, levando em consideração a glicose da uva e os açúcares adicionados. De acordo com a legislação de classificação de vinhos do país, a glicose total da bebida deve estar entre 4 e 25 gramas por litro para ser considerado vinho meio-seco. Este vinho irá garantir no paladar um sabor mais macio e delicado. É uma excelente escolha para quem gosta de vinho seco mas também de um vinho mais açucarado, servindo perfeitamente como um meio termo.
  • Vinhos doces: o famoso líquido doce produzido em Sauternes, este vinho também é chamado de vinho de sobremesa. Marco Antonio Carbonari explica que as uvas que são usadas na produção possuem o fungo do bolor cinzento, muito comum na França, que deixa a casca do fruto porosa, possibilitando o alto teor de açúcar. Por serem mais adocicados, é um tipo de vinho que agrada à maioria das pessoas, principalmente os iniciantes.

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