Ex-BBB Mahmoud gera polêmica ao usar app de namoro para ajudar afegãos

O sexólogo Mahmoud Baydoun, que participou do “BBB 18” e do “No Limite”, gerou polêmica nesta segunda-feira, 16, ao dizer que está usando o Grindr, um aplicativo de relacionamento LGBTQIA+, para tentar ajudar pessoas do Afeganistão. A declaração do ex-BBB dividiu opiniões e ele foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter. “Estou preocupado com os LGBTs do Afeganistão. Mudei a localização do Grindr para Cabul para perguntar se alguém precisa de ajuda, mas o aplicativo não roda lá. Tenso”, postou Mahmoud. “Bicho, você deve ter algum probleminha! ‘Se alguém está precisando de ajuda’, o país inteiro está precisando de ajuda parceiro. O povo não tem onde ficar e tu pensando que maluco vai entrar em aplicativo de dates num smartphone no meio de uma fuga de um grupo extremista”, escreveu um seguidor. “A pessoa precisa biscoitar até nessa hora”, comentou outro. “Tem gente se jogando de avião em pleno voo para tentar escapar do país! Você acha mesmo que alguém vai ter tempo e cabeça para entrar em Grindr? Se manca”, acrescentou mais um.

Em meio as críticas, o ex-BBB se posicionou dizendo que o Grindr é um “aplicativo de rede social” e não apena um serviço de namoro online”. “É uma forma de se comunicar com alguém. Qual é o problema de vocês?”, questionou. “Entre todos os motivos do mundo para ser cancelado, eu nunca imaginei que fosse esse. Vou almoçar e depois tomar minha vacina”, acrescentou em um outro post. Mahmoud também rebateu críticas de alguns seguidores. “Nunca vi alguém baixar Grindr para fazer pesquisa científica para TCC. Nos poupe. Você quer é biscoito”, escreveu uma pessoa. O primeiro eliminado de “No Limite” respondeu: “Olha que minha dissertação de mestrado foi sobre! E tem várias outras feitas por outros pesquisadores que foram desenvolvidas no próprio aplicativo”. Um outro seguidor postou: “Gente, Grindr, Hornet, Scruff e similares não funcionam no Afeganistão, Iraque, Irã, Dubai etc., porque as próprias empresas bloqueiam países considerados de risco para LGBTs”. Mahmoud rebateu: “Mas as pessoas usam outro aplicativo para mudar o VPN e poder acessar o aplicativo. Eu morei 13 anos no Oriente Médio”.