Com reajuste anual, conta de luz fica ainda mais cara em boa parte do Brasil

A bandeira vermelha, a mais alta do patamar energético do país, já chegou a milhares de brasileiros. O valor de 100 kwh passou de R$ 6,24 para R$ 9,49. E mais um agravante para a conta de luz ficar ainda mais cara pro consumidor foi que as concessionárias de energia elétrica receberam o reajuste anual. De janeiro até o dia 6 de julho, a Agência Nacional de Energia Elétrica reajustou os preços cobrados por 31 distribuidoras que atendem os municípios de 14 Estados brasileiros. Os reajustes em São Paulo foram os mais altos — um deles chegou a 15,29%.

O restante das concessionárias de energia elétrica variou de 5,21% a 9,44%. Outros Estados que também sofreram reajustes foram Paraná, com cerca de 10,64%; Rio Grande do Sul, com 9,95%; Minas Gerais, com 9,84%; e Pernambuco, com 9,84%. O restante da lista tem Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Alagoas, Rio de Janeiro, Tocantins e Sergipe. Hoje, a estiagem é o principal motivo de aumento na conta de luz. A revisão tarifária pode variar de empresa para empresa. O custo de de energia por período, por exemplo, é levado em consideração para esse aumento.

Na prática, se a despesa da concessionária é alta, o repasse chega pro consumidor. Mas existem outros motivos que vocês vão conhecer agora: a Aneel cita também custos com encargos setoriais despesas de transporte, aquisição e distribuição de energia créditos de Pis/Cofins, reajuste da inflação por período e empréstimo da conta-covid — que é o financiamento emergencial criado pelo governo para amenizar os prejuízos do setor elétrico. Hoje, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica, cada companhia sofre um impacto diferente. Por isso, os valores são diferentes para cada estado.

*Com informações do repórter Maicon Mendes