Resumo:

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Os baby boomers, geração nascida entre 1944 e 1964, deverão transferir US$ 30 trilhões em riqueza para as gerações mais jovens nos próximos anos. Esse valor de cair o queixo levou muitos jornalistas e especialistas em finanças a se referir ao evento como a “grande transferência de riqueza”.

Em nenhum momento anterior na história dos Estados Unidos, uma quantidade tão vasta de riqueza passou das mãos de uma geração para outra.

Como o nome do baby boomer sugere, essa geração representou um crescimento repentino da população depois da Segunda Guerra Mundial. Após décadas de prosperidade e crescimento econômico, essas pessoas acumularam riqueza financeira significativa, cerca de 70% de toda a renda disponível, de acordo com um relatório de 2015 do “US News & World Report”, site de notícias norte-americano.

Então, quando esses US$ 30 trilhões começarem a mudar de mãos, o que isso significa para todo mundo?

A resposta é complexa e será diferente para cada um. Ainda assim, os efeitos serão amplos.

Especialistas estão em conflito sobre onde grandes fortunas podem terminar quando chegarem às mãos de herdeiros e beneficiários, porque serão amplamente influenciadas pelas condições do mercado de ações da época e pelas leis tributárias e imobiliárias existentes. Ações e títulos podem ser boas opções para investir dinheiro agora, mas a situação pode mudar amanhã.

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Além disso, como sugere um estudo de 2018 da Bankrate, site de serviços financeiros, essa geração está menos disposta a investir dinheiro no mercado acionário do que as anteriores. Isso poderia sinalizar uma mudança maior e de longo prazo da riqueza, saindo do mercado de ações para outras áreas.

Da mesma forma, para a riqueza concentrada em ativos físicos, também não está claro como as coisas vão acontecer. A propriedade de casas, terrenos, carros e outros pode não seguir naturalmente os mesmos caminhos de antes.

Embora quase 35% dos adultos entre 18 e 35 anos morem em casa com os pais, segundo dados de 2017, um grande número de jovens adultos se mudou de suas casas de infância para morar em grandes cidades em busca de ambições de carreira e estilo de vida. Esse grupo pode acabar lidando com a questão de voltar ou não para casa se herdarem imóveis ou bens valiosos.

Uma questão lógica que frequentemente segue o tópico da transferência geracional de riqueza é se a geração de herdeiros e beneficiários é adequada e educada para lidar com o que recebem.

De acordo com um estudo de 2018 do Instituto TIAA (instituição focada em pesquisas de segurança financeira e educação superior), apenas 11% dos millennials apresentaram um nível “relativamente alto” de alfabetização financeira, com outros 28% do grupo mostrando uma taxa de alfabetização “muito baixa” em finanças. A geração X não se sai muito melhor, com as estimativas do setor mostrando dificuldades com hábitos de gastos e economia.

Por outro lado, uma perspectiva e um contraponto citados pelos especialistas ao discutir essa grande transferência de riqueza é que nem todos os US$ 30 trilhões serão repassados.

Grande parte dessa riqueza será gasta em uma grande variedade de coisas, incluindo férias, atividades de lazer, despesas diárias, contas médicas e serviços de saúde. Um estudo realizado pelo Gransnet, site focado em assuntos para pessoas com mais de 50 anos, destacou que aproximadamente 19% dos baby boomers planejam não deixar nenhuma herança para seus filhos.

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Ao pensar em como essa mudança titânica de capital pode ou não impactá-lo, considere as oportunidades adicionais e não óbvias que isso pode criar para você. Pense em todas as novas oportunidades de carreira, abordagens de investimento ou idéias empreendedoras que resultarão dessas macro e micromudanças.

Enquanto estiver fazendo isso, pode valer a pena perguntar à vovó se ela planeja deixar algo para você ou se vai gastar o dinheiro nas férias.

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