Exército prepara reforço de acolhimento a venezuelanos em Roraima

Dimia Ibarra nasceu na Venezuela e está refugiada no Brasil desde o ano passado. A comerciante veio em busca de tratamento para um problema na perna. Por causa da crise que vivia no país de origem, ela não tinha recursos para tratar a doença e por isso foi aconselhada pelos médicos a amputar o membro, hipótese descartada pela venezuelana, que encontrou no Brasil a solução e a oportunidade de recomeçar. “Eles dão alimentação, eles dão muita segurança no centro de acolhida”, conta. Isso só foi possível graças à Operação Acolhida do governo brasileiro, que atua na fronteira com o país vizinho, em Roraima. O comando militar do sudeste está preparando mais 487 militares para atuar no atendimento aos venezuelanos. Segundo o Coronel Vladimir Tadeu Ferreira Julio, a equipe embarca no final de 2020, e início de 2021, e permanece pelo período de quatro meses. “Todo apoio necessário, inclusive a segurança desses refugiados. E ele é preparado para um terceira fase, um terceiro eixo, que á a interiorização desse cidadão para desafogar o estado de Roraima, que recebe uma onda migratória muito grande”, afirma. Situações hipotéticas como, por exemplo, conflitos entre imigrantes, uso de drogas nos abrigos, entre outros, são simuladas para preparar os militares para o trabalho.

Ao cruzar a fronteira, os imigrantes são recebidos em um posto de atendimento. No primeiro contato, a documentação de cada é regularizada e os imigrantes são submetidos a vacinação. Se necessário, eles também são encaminhados para atendimento médico. Ao todo são dois postos de interiorização em Roraima, um na capital, Boa Vista, e outro em Pacaraima, como explica o Coronel Marcelo Mendonça. “O venezuelano chega até o nosso posto, ele busca alguma coisa, um refúgio, uma residência temporária ou apenas a emissão de documentação. Então de acordo com o interesse dele nós encaminhamos ara os vários setores”, diz. A Operação Acolhida é um esforço conjunto da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, e possui também um trabalho junto a agências governamentais e organizações não governamentais (ONGs).

*Com informações da repórter Caterina Achutti