Candidatos à Prefeitura de Porto Alegre lamentam e cobram punição por assassinato de João Alberto

Os dois candidatos à Prefeitura de Porto Alegre se manifestaram nas redes sociais sobre o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, por dois seguranças do supermercado Carrefour. O crime ocorreu na noite desta quinta-feira, 19, enquanto os dois participavam de um debate. O vencedor do primeiro turno, Sebastião Melo (MDB), rotulou como “absurdo” o crime e cobrou “medidas rigorosas”. O deputado estadual também afirmou que toda a sua agenda desta sexta-feira, 20, está suspensa em luto pela morte de João Alberto. “Aproveitamos para reforçar o nosso pedido por justiça e oferecer todo o nosso carinho à família e amigos”, escreveu no Twitter.

Manuela D’Ávila (PCdoB) também usou a rede social para lamentar o ocorrido e cobrar medidas das autoridades. “O racismo que estrutura as relações de nossa sociedade precisa ser enfrentado de frente. As mulheres e homens brancos precisam assumir a sua responsabilidade na luta antirracista. Quantos Betos? Qual pessoa branca você viu ser vítima dessa violência??”, publicou a candidata, que também participou de atos em protesto ao assassinato. Também pelo Twitter, o atual prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior (PSDB), afirmou que não é possível aceitar esse tipo de violência. “Meus sentimentos à família e amigos do João Alberto Freitas. Neste Dia da Consciência Negra, em que deveríamos celebrar o povo negro e refletir sobre igualdade e respeito, infelizmente acordamos com esta notícia lastimável. Não podemos aceitar este tipo de violência”, escreveu.

As imagens que mostram João Alberto sendo assassinado causaram revolta e manifestações nas redes sociais nesta sexta-feira, 20. O homem morreu após ser espancado nas dependências do supermercado Carrefour, no bairro Passo D’Areia, na zona norte de Porto Alegre. João teria se envolvido em uma discussão com uma funcionária do caixa e dois seguranças foram acionados. Segundo a Brigada Militar, o homem negro foi levado para o estacionamento e espancado. Os dois envolvidos foram presos pela Brigada Militar — um dos suspeitos é PM temporário. Em nota, a corporação afirmou que o PM “não estava em serviço policial, uma vez que suas atribuições são restritas, conforme a legislação, à execução de serviços internos, atividades administrativas e videomonitoramento”, mas sua conduta será igualmente avaliada “com todos os rigores da lei”. Ainda durante a madrugada desta sexta-feira, 19, o Carrefour publicou uma nota e classificou o assassinato como “brutal” e afirmou que o responsável pelo comando da loja será demitido.