‘É tudo o que nós não queremos’, diz Doria sobre nova onda da Covid-19

O governador de São Paulo, João Doria, fez um apelo aos brasileiros do Estado e pediu o máximo de cuidado para evitar uma segunda onda da Covid-19. Aos jornalistas, ele pediu ajuda para incentivar o uso das máscaras de proteção e evitar aglomerações com a aproximação das festas de fim de ano. “Temos preocupação neste fim de ano para evitar aglomeração em praias, parques, calçadões, centros de esportes, festividades e reuniões de família”, disse. Entretanto, equipe de saúde do governo estadual não confirma que o número de internações está crescendo novamente da capital paulista.

Doria ainda pediu que os cuidados de higiene das mãos sejam redobrados. “Não podemos descuidar das medidas de cautela, sob risco de termos em São Paulo e no Brasil uma nova anda da Covid-19. E é tudo o que não queremos. Isso depende de nós, de vocês e dos jornalistas”, alertou. O governador também pediu para que os eleitores que vão votar no próximo domingo (15) levem máscara, álcool em gel e a própria caneta para evitar um aumento das contaminações.

O coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, José Medina, também reforçou a necessidade de redobrar os cuidados de higiene e diferenciou a realidade do Brasil e da Europa — que já enfrenta uma segunda onda. “Isso está bastante relacionado ao outono e inverno, onde cai a temperatura e as pessoas não conseguem ficar fora de ambientes fechados. Além disso, temos as condições de comportamento do vírus e isso aumenta a possibilidade de infecção. No Brasil, não temos essa variável. Depende muito dos nossos cuidados.”

O Estado de São Paulo tem nesta quinta-feira (12) 1.156.652 casos de Covid-19 e 40.202 óbitos pela doença. A taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 41,2% no Estado e 45% na Grande São Paulo. O número de internações está em 3.224 em UTI e 4.279 em enfermaria — entre casos confirmados e suspeitos. O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, chamou a atenção para a baixa adesão à campanha de vacinação contra a poliomielite — apenas 48% das crianças foram vacinadas — e outras 20 vacinas, em que apenas 50% do público-alvo se imunizou.