Dólar mantém queda e chega a R$ 5,55 com acirramento da disputa nos EUA

O dólar mantém viés de queda nesta quinta-feira, 5, com a perspectiva de vitória apertada de Joe Biden na corrida pela Presidência dos Estados Unidos. Até a manhã desta quinta, o democrata estava a seis delegados eleitorais de ser eleito o novo presidente da maior economia do mundo. Próximo das 11h30, o dólar apresentava recuo de 1,49%, cotado a R$ 5,568. Na máxima, a divisa norte-americana bateu R$ 5,629. A moeda norte-americana chegou a valer R$ 5,552 na mínima do dia, repetindo a tendência de baixa acompanhada desde o início da semana. Nesta quarta, 4, o dólar fechou a R$ 5,652, queda de 1,89%. Seguindo o bom humor nos mercados internacionais,o Ibovespa opera em forte alta. No fim da manhã, o principal índice da bolsa de valores brasileira avançava 1,93%, aos 99.751 pontos.

Na semana passada, a moeda norte-americana chego a bater R$ 5,086 em meio à instabilidade do pleito presidencial e os impactos da volta do isolamento social em partes da Europa para conter o avanço da segunda onda do novo coronavírus. Desde a abertura das urnas, na terça, 3, a atenção dos investidores está voltada para a disputa pela Casa Branca. O ex-vice de Barack Obama lidera, com uma margem muito apertada, nos Estados de Arizona e Nevada. Caso leve os dois estados, ele chegará exatamente aos 270 delegados necessários para garantir a eleição. Nesta quarta-feira, o democrata levou dois decisivos estados do cinturão da ferrugem: Michigan e Wisconsin. Após a vitória de Biden nas duas localidades, o gerente da campanha de  Donald Trump, Bill Stepien, afirmou que pedirá a recontagem de votos, alegando possível fraude eleitoral. Enquanto isso, na Pensilvânia e Carolina do Norte Donald Trump segue na dianteira. Na Geórgia, estado com 98% dos votos apurados e vantagem republicana, a diferença diminuiu mais de 22 mil votos, o que pode possibilitar uma virada democrata. Acompanhe a apuração das eleições dos Estados Unidos ao vivo aqui.