Relação com EUA não deve retroceder mesmo com vitória democrata, diz Mourão

Apesar do presidente Jair Bolsonaro ter se mostrado nos últimos dias confiante na reeleição de Donald Trump nos EUA, ressaltando que a vitória do republicano seria boa para as relações comerciais e diplomáticas com o Brasil, o discurso dentro do governo é de que a cooperação entre os dois países é histórica e vai muito além do bom relacionamento que Bolsonaro afirma ter com Trump. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que viajaria para a Amazônia com o vice-presidente Hamilton Mourão e embaixadores, vai ficar em Brasília a pedido de Bolsonaro para acompanhar para orientar possíveis conversas que podem acontecer ainda nesta quarta (4).

Mourão garante que a politica ambiental não muda por conta do processo eleitoral no país e foi irônico ao falar sobre o temor existente a alguns setores da sociedade dentro do governo da possiblidade de vitória do candidato democrata. “Parece que se Joe Biden for eleito presidente, na partir da segunda quinzena de janeiro o corpo aéreo americano vai baixar aqui, entrar na Amazônia e mudar tudo o que está acontecendo. Não é assim que vai ocorrer.”

Ao analisar a situação do pais, Mourão ressalta que, passada a eleição, será necessária uma pacificação interna. O vice-presidente ainda lembrou que a relação entre o Brasil e os EUA não deverá sofrer retrocessos. Ele explica, por exemplo, que independente da simpatia ou não que possa existir entre os governantes, a relação entre os dois países é de Estado. Mourão admite problemas, mas, segundo ele, eles podem ser resolvidos. Ele foi além: ressaltou que o governo norte-americano ainda terá que enfrentar divergências com boa parte da Europa.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin