Possível aumento de impostos é ‘antirreforma’ tributária, diz Febraban

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) classifica como “antirreforma” a possibilidade de aumentar a carga tributária no Brasil. A crítica é endereçada ao governo que cogita criar um imposto digital para compensar reduções na folha de pagamentos. No total, três propostas tramitam no Congresso Nacional e uma das matérias foi enviada pela equipe econômica, mas ainda sem a nova cobrança. O presidente da Febraban, Isaac Sidney, defende uma reforma mais ampla e volta a atacar a criação de tributos. “Há propostas, inclusive, de criação de novos impostos, o que eu entendo como uma antirreforma e não uma reforma tributária”, afirma.

Na opinião de Isaac Sidney, as propostas que unificam os impostos, inclusive os estaduais, são as mais adequadas. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, destaca que a população desconhece o cenário tributário. “Eu como sócio desse condomínio chamado Brasil também gostaria de saber onde o meu imposto está indo e de que forma ele está sendo usado. Acho que teria um apoio maior da sociedade se estivesse claro. É também uma reforma tributária a gente não pode pensar apenas na conta, a gente tem que estar pensando no resultado.”

Em meio a pressão dos empresários, como José Carlos Martins, da construção civil, parlamentares se dividem sobre a reforma tributária. O deputado Alceu Moreira (MDB) aposta na aprovação das mudanças tributárias ainda em 2020. “A chance de zero a 10 dela passar neste ano é 10, ela passará. E talvez toda insegurança das pessoas é que ele vê o sistema tributário atual, algo tão complexo, que ele não pode imaginar que seja capaz de transpor isso para um processo simplificado que todo mundo compreenda”, comenta. Ao contrário do deputado Alceu Moreira (MDB) outros congressistas acham impossível aprovar a reforma neste ano.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni