Montadoras já reavaliam impactos da pandemia no mercado

A indústria automotiva revisou suas projeções de queda para 2020. O recuo ainda será expressivo, mas menor que o esperado no momento mais crítico da pandemia, quando fábricas e concessionárias estavam fechadas. A Anfavea, Associação das Montadoras, começou o ano com expectativa de alta de 7% na produção e mais de 3,1 milhões de veículos. Em junho, a expectativa baixou para 1,6 milhão. Agora, em outubro, a associação espera fabricar 1,9 milhão de carros comerciais leves, caminhões e ônibus; uma queda de 45% que passou para 35% neste ano. O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, ressalta os efeitos políticos que interferem na retomada econômica brasileira.

“Que a gente não tenha dificuldades na questão do teto de gastos, porque qualquer instabilidade cria insegurança, o investidor tira dinheiro e a gente pode perder a curva da recuperação como imaginamos, como já sinalizamos para vocês”, disse Moraes. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram 52,8% das vendas no Brasil. No ano, São Paulo reduziu 35% de 517 mil em 2019 para 333 mil em 2020. Minas Gerais recuou 40% e Rio 42% cento. Os emplacamentos estimadas no Brasil caíram de três milhões para 1,9 milhão, menos 31% em 2020 após a pandemia.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos