Rendimento de quem tem ensino médio incompleto recua mais de 30% em Alagoas

Sal?rio do trabalhador alagoano sofreu um baque no ano passado, segundo dados da RAIS

O rendimento médio do trabalhador alagoano com ensino médio incompleto recuou 33,18% no ano passado, na comparação com 2017, caindo de R$ 2.177,73 para R$ 1.455,08 – uma perda absoluta de R$ 722,65 na passagem de um ano para o outro. 

Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e foram divulgados esta semana, pela secretaria de Trabalho do Ministério da Economia. 

De acordo com o levantamento, todos os trabalhadores alagoanos tiveram perdas salariais no ano passado. E exceção foram os trabalhadores com ensino médio completo, que tiveram uma leve alta de 0,12% nos salários, que atingiram R$ 1.722,01, em média, no ano passado. 

No ranking das perdas, trabalhadores com ensino superior incompleto aparecem em segundo lugar, com uma retração salarial de 16,76%. Segundo os dados, a média salarial desse trabalhador atingiu R$ 2.591,92 no ano passado, contra R$ 3.113,78 registrados em 2017. Em terceiro lugar, os alagoanos com ensino fundamental completo sentiram uma retração de 7,62% nos salários, que recuaram de R$ 1.714,13 em 2017 para R$ 1.583,45 em média, no ano passado. 

Também sentiram a retração salarial os trabalhadores com a 9ª série incompleta do Ensino Fundamental, que tiveram perdas de 5,79% nos salários, que atingiram em média R$ 1.532,24, no ano passado, contra R$ 1.626,46 registrados em 2017.

O levantamento do Ministério da Economia revela que no ano passado, a remuneração média do trabalhador alagoano registrou um ganho de 1,1%, saindo de R$ 2.358,50, para R$ 2.384,38. Em nível nacional, o rendimento médio real do trabalhador no ano passado foi de R$ 3.060,88 – uma retração de 0,47% em relação ao ano anterior.

Estoque de emprego

Os números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2018 mostram também que Alagoas encerrou 2018 com um estoque de 493.858 empregos formais, uma alta de 1,46% em relação a 2017, quando o estoque ficou em 486.763 postos com carteira assinada – um aumento de 9.711 vagas na passagem de um ano para o outro.

Segundo a Rais, foram registrados 522 empregos formais na modalidade intermitente – modalidade introduzida com a Lei 13.467/2017, que entrou em vigor em 11 de novembro de 2017. Desse total, 289 vagas foram destinadas aos homens, e outras 233, às mulheres. Em todo o País, segundo os dados do governo federal, foram criadas 61.705 vagas na modalidade intermitente, sendo 38.437 para homens e 23.268, para mulheres.

Em todo o País, O ano passado fechou com 46, 63 milhões de vínculos, 349,52 mil a mais do que em 2017, o que corresponde a um aumento de 0,8% nos postos com carteira assinada no país. No ano passado, foram abertos na iniciativa privada 371.392 postos de trabalho com carteira assinadaa, 1,02% a mais do que em 2017. Houve crescimento em quatro das cinco regiões do país, com liderança para o Nordeste, onde a oferta de vagas subiu 1,21%. A segunda maior alta foi registrada no Sul (1,1%), seguido pelo Norte (0,96%) e pelo Sudeste (0,67%). Apenas no Centro-Oeste, houve fechamento de postos de trabalho, com queda de 0,52%.

Das 27 unidades da federação, 19 fecharam com desempenho positivo no emprego formal ? principalmente Maranhão, Mato Grosso, Amapá, Santa Catarina e Amazonas.

O aumento no emprego foi maior na faixa de trabalhadores de 40 a 49 anos, com a abertura de 258 mil vagas. Em segundo lugar, vieram os empregados de mais de 50 anos (153 mil vagas), seguido pela faixa de 30 a 39 anos (83 mil vagas). A diferença entre homens e mulheres diminuiu levemente, com o emprego feminino subindo de 40% em 2017 para 40,1% dos postos de trabalho em 2018. As informações são da Agência Brasil.

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