Lula convoca “luta social e política” da CUT para “derrotar o governo Bolsonaro”

O site do PT nacional divulgou na terça (08) uma carta de Lula aos integrantes do 13º Congresso Nacional da CUT em que convoca a “luta social e política” da central sindical contra o governo de Jair Bolsonaro. “Hoje, mais do que nunca, é necessário intensificar a luta para barrar o projeto destrutivo do governo de extrema direita, que ameaça provocar um retrocesso histórico sem precedentes. Foi na luta social e política que derrotamos a ditadura militar e é na luta democrática e transformadora que vamos derrotar o governo Bolsonaro e a tragédia nacional que ele está causando”, diz o ex-presidente, preso em Curitiba. Leia aqui a íntegra.

 

 

Um dia depois de ser gravado dizendo a um apoiador que quer ser candidato para “esquecer” o PSL (leia aqui), Jair Bolsonaro disse que “por enquanto” continua no PSL. “Não tem crise. Briga de marido e mulher, de vez em quando acontece. O problema não é meu. O pessoal quer um partido diferente, atuante. O partido está estagnado. Não tem confusão nenhuma”, disse o presidente, questionado pela imprensa na quarta (09), ao sair do Planalto após uma reunião com deputados da sigla, sobre sua conturbada relação com o partido. “Falei para o garoto: ‘Esquece o PSL’. Por quê? Ele é pré-candidato a vereador e, se começar a falar em partido, é campanha antecipada. Isso que eu falei para ele”, acrescentou. Para analistas, entretanto, Bolsonaro recuou uma casa no jogo político visando ganhar tempo visando avaliar no sistema jurídico uma saída para que deputados aliados possam acompanhá-lo para outro partido, sem risco de perder o mandato, quando consumar o divórcio com o PSL de Luciano Bivar.

 

 

O líder do PSL, deputado Delegado Waldir (PSL-GO), disse ao jornal Correio Braziliense na quinta (10) que mandou exluir de comissões da Câmara parlamentares da sigla que divulgaram na quarta-feira uma nota de apoio a Jair Bolsonaro depois da crise do presidente com a cúpula do partido. Os afastados são Filipe Barros (PR), Carlos Jordy (RJ), Bia Kicis (DF), Carla Zambelli (SP), Bibo Nunes (RS) e Alê Silva (MG). “Eu afastei de comissões todos os deputados que atacaram o PSL e o seu presidente, deputado Luciano Bivar”, afirmou o Delegado Waldir. No Twitter, o deputado Carlos Jordy postou link da notícia e escreveu: “Perseguição por pedir que o partido reafirme seu compromisso feito durante a campanha, endossado por milhões de brasileiros que votaram nos deputados da sigla por acreditarem nos valores defendidos pelo Presidente Jair Bolsonaro?”

 

 

O uso de textos de colunistas da Folha de S.Paulo com críticas ao governo de Jair Bolsonaro em uma prova do 2º ano do ensino médio do Colégio Loyola gerou reclamações de pais de alunos e levou a escola de Belo Horizonte a anular o exame. Um dos artigos na prova de Língua Portuguesa, do ator e escritor Gregório Duvivier, diz que o governo é um “gatilho poderoso para a depressão” e que o presidente “parece eleito pela indústria farmacêutica para vender antidepressivo”. O ator diz ainda que “se tivesse votado nesse governo contra a corrupção estaria comprando um chicotinho da Opus Dei e passaria dias me mutilando em praça pública” e acrescenta que, se estivesse tentando o concurso do Itamaraty e visse o presidente nomeando o filho embaixador, “talvez desse um tiro no coco”. O outro texto, do cientista político Mathias Alencastro, aborda a participação de Bolsonaro na Conferência da ONU e critica a política ambiental do presidente.Uma mãe que, conforme o jornal Estado de Minas, pediu anonimato para preservar o filho, escreveu uma carta à direção questionamento o partidarismo no ensino. “Se os alunos tiverem que ter contato com o âmbito político, que tenham a partir de várias fontes. Que tenha um escritor de direita também”. Ela também critica a qualidade do texto: “mal escrito, raso, com termos chulos e uma fala inadequada sobre suicídio justamente no Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio”. O diretor do colégio, Juliano Oliveira, emitiu comunicado informando as famílias que a prova foi anulada, reafirmando o “posicionamento apartidário” do ensino e disse que a escola tomará providências cabíveis. O jornal acrescenta que o caso ocorre no mesmo momento em que tramita na Câmara Municipal de Belo Horizonte projeto de lei conhecido como Escola sem Partido, que proíbe professores de dar opiniões e visões políticas para influenciar alunos em sala de aula.

 

 

Jair Bolsonaro disse hoje que “nunca falou” em acabar com a estabilidade dos servidores públicos na reforma administrativa a ser enviada ao Congresso, ao ser questionado na saída do Alvorada sobre a manchete da segunda-feira (07) do jornal Correio Braziliense. O presidente também criticou a manchete da Folha de S. Paulo de ontem, citando seu nome no suposto esquema de caixa 2 nas eleições de Minas. “De novo, hoje, capa do Correio Braziliense dizendo que vou acabar com a estabilidade do servidor. Não dá para continuar com tanta patifaria por parte de vocês. Isso é covardia e patifaria. Nunca falei nesse assunto. Querem jogar o servidor contra mim. Como ontem a Folha der S.Paulo queria me ligar ao problema em Minas Gerais. Um esgoto a Folha”, disse o presidente a jornalistas. “Lamento a imprensa brasileira agir dessa maneira. O tempo todo mentindo, distorcendo e me difamando. Vocês querem me derrubar? Eu tenho o couro duro. Vai ser difícil”. (Com Agência Brasil)

 

 

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